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Academia
Andréia Moretto entre as 15 melhores no 5.º Encontro de Danças de Salto
Com a coreografia " Na
Onda do Forró", a academia ficou entre as 15 melhores, num total de
106 coreografias.
As alunas da Academia Andreia
Moretto Dance estiveram participando do 5.º Encontro de Dança "Idovar
Stahl Filho", na cidade de Salto, que foi realizado nos dias de 23 a 27
de Maio no Teatro Verdi e contou com a participação de 26 cidades do
Estado de São Paulo.
A
academia participou na categoria Adulto e preparou duas coreografias, sendo
um Balllet Moderno denominado "Índios", produzido pela professora
Joice Cascaldi e "Na Onda do Forró", um Sapateado Americano,
produzido pela professora Ednéia Moretto, sendo que a última acabou
classificada entre as quinze melhores do Encontro, com a academia sendo
agraciada com um troféu. As alunas que fizeram parte da coreografia foram:
Anna Maria Cerazza, Juliana Coimbra, Maria Augusta Moreira, Tuta de Aquino,
Isabela Ferreira, Patrícia Bredariol e Manoela Cabral.
Na tarde da última
quinta-feira, a reportagem da Folha da Cidade esteve na academia e conversou
com a professora Andreia Moretto, que falou um pouco sobre a participação
das alunas itatibenses. "Desde a inauguração da academia em 1997 nós
participamos deste Encontro. Esse foi o 5.º, onde 26 cidades estiveram
presentes, sendo apresentadas 106 coreografias; este ano conseguimos ficar
entre as 15 melhores, que voltaram a se apresentar no dia 9 de julho para
receber a premiação do encontro", informou. A professora acrescentou
também que o festival contou com a participação de cerca de 850
bailarinos.
Segundo explicou Andreia, o
principal objetivo deste festival é o encontro e o intercâmbio das
academias para a apresentação de seus trabalhos, que podem ser feitos em
forma de mostra e também de competição, como foi o caso do 5.º Encontro.
Além do Encontro de Salto, a
Academia coleciona outros expressivos resultados. "Nós participamos
também na cidade de São João da Boa Vista em, 1999, e ficamos em primeiro
e terceiro lugares; em 2000 conseguimos a segunda e terceira
colocações", disse.
Falta de Espaço
Outro fato importante
salientado pela professora foi o da falta de espaço para apresentações da
academia na cidade de Itatiba, que ainda hoje não conta com um teatro ou
espaço específico para este tipo de modalidade. "Nossa maior
dificuldade é conseguir realizar uma apresentação da academia dentro de
Itatiba.
Hoje contamos com mais de cem
alunos e temos um festival produzido que dura mais de duas horas, sem
intervalo. Para uma apresentação desse porte num ginásio, o público fica
mal acomodado; é muito cansativo. No caso de um teatro pequeno, como é o
caso do teatro do Alto de Fátima, infelizmente ele não comporta mais o
público, já que chegamos a levar cerca de 700 pessoas para assistir ao
festival", disse. Há dois anos a academia esteve se apresentando no
Teatro Polyteama, em Jundiaí; porém no passado a Prefeitura daquela cidade
inviabilizou a participação da academia, dando preferência às escolas
daquela cidade, sendo que a apresentação foi feita no Ginásio de Esportes
do São João F. C., que não tem a estrutura ideal para esse tipo de
apresentação. "Infelizmente não temos onde nos apresentar. Temos que
levar as alunas e o público para fora da cidade, já que aqui em Itatiba
não temos espaço", finalizou.
Folha da
Cidade de Itatiba, 23 de junho de 2001, página 4
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Andreia
Moretto Dance, uma academia voltada exclusivamente para a dança
Muitas Academias e Clubes de
nossa cidade contam com cursos de dança, principalmente Dança de Salão,
mas existe em Itatiba, uma Academia voltada exclusivamente para esta
modalidade, que é a Academia Andreia Moretto Dance, que fica na Av.
Marechal Deodoro, 720, em frente ao Mercado Municipal e que tem aulas de
segunda à sexta-feira, das 8 às 11 horas e das 14 às 20
horas, nas modalidades de Ballet Clássico, Jazz, Sapateado, Alongamento,
Dança de Salão e Ritmos.
Na última semana, nossa
reportagem esportiva procurou pela proprietária da academia, profa. Andreia
Moretto, para que ela falasse um pouco mais sobre os cursos que sua academia
oferece.
J.l.: O que vem a ser o
Ballet Clássico?
Andreia: Este é o estilo mais
tradicional, que serve de base para muitas outras danças. No clássico tudo
é muito técnico e preciso. Andar na ponta dos pés, dar saltos e giros no
ar fazem parte da coreografia. O Ballet é muito bom para melhorar a
postura. Para as crianças, desenvolve a disciplina, o conhecimento do
próprio corpo, a auto-confiança e a sociabilidade. E para os adultos,
modela as pernas e o bumbum, diminui a flacidez em todo o corpo e aumenta a
flexibilidade.
J.I.: E o Jazz?
Andreia: E o estilo de dança
mais popular no Brasil. Os movimentos, com menos regras que o clássico
e a música variada atraem muita gente. De uma maneira geral, ele mistura
exercício aeróbico e localizado. Para as crianças, desenvolve a
agilidade, elasticidade, ritmo e coordenação motora. Bom para quem tem
muita energia. Já para os adultos, modela os músculos das pernas, emagrece
e aumenta o fôlego.
J.I.: Como é o Sapateado?
Andreia: Uma excelente
terapia. A opinião é de quem faz Sapateado. Alegre e descontraído, não
existe contra-indicação nem limite de idade para a sua prática. Apenas o
limite de cada um. O trabalho é concentrado nas pernas e no ritmo.
J.l.: Além das danças em
si, existe também a fase de alongamento?
Andreia: É uma
complementação básica de qualquer tipo de curso. Exercícios que devem ser
feitos antes e depois de uma atividade física para proporcionar o
aquecimento e o relaxamento dos músculos trabalhados. Complementa e dá
mais eficácia ao exercício, além de ser relaxante.
J.l.: Como seriam os cursos
de Dança de Ritmos?
Andreia: A Dança de Salão é
a grande coqueluxe, todo mundo está falando dela. Além de ser gostosa,
ajuda a conhecer novos amigos, desenvolve a percepção das batidas de cada
ritmo e descontrai muito. Já o curso de Ritmos, é uma mistura de Axé,
Swing e Aeróbica e ajuda no emagrecimento, fôlego, ritmo e descontração.
J.l.: Existe uma idade ideal
para se começar a dançar?
Andreia: Idade não tem. Por
exemplo, eu tenho um filho de 1 ano que já dança, lógico que nas
limitações dele. A gente aceita as crianças na academia a partir dos 2
anos e meio, para iniciar com o Ballet Clássico; a partir de 7 anos já
pode fazer o Sapateado e a partir dos oito para o Jazz. Agora, Dança de
Salão, Ritmos, são cursos ideais para maiores de 12 anos.
J.l.: Qual curso é o mais
procurado?
Andreia: O Ballet Clássico é
uma escola, onde as pessoas entram com 3 anos, passam de ano fazendo exame,
através de examinadores de fora. Tem que estudar, pois é uma coisa bem
mais disciplinada. O Sapateado está pegando força agora, pois é um curso
que transmite muita alegria. Já, o Jazz é para quem tem mais jogo de
cintura e a Dança de Salão é mais procurado pelo pessoal de mais idade,
aqueles que sempre tiveram vontade de dançar, mas nunca tiveram uma
oportunidade.
J.l.: Muita gente pensa que
a dança é somente para mulher. Na sua
academia, existem muitos alunos homens?
Andreia: É uma carência
tremenda. Eu dei aulas em outras academias também e era muito difícil ter
a presença masculina dançando. Mas agora, com uma academia enfocada só
para a dança, nós estamos tendo uma procura masculina, inclusive para fazer
o Ballet Clássico que é uma dança mais delicada, mas se você olhar para
o corpo de um bailarino, você vai dizer que ele levanta peso, mas não é,
ele levanta é bailarina. Existem alunos de Jazz, Sapateado e também alguns
professores meus são homens e até casados.
J.I.: E para aquelas
pessoas que têm vergonha de dançar. O que você aconselha?
Andreia: A partir do momento
que você entra lá, você vai para aprender e o professor está lá
especializado em como te ensinar. Tem muitas pessoas que vão à academia e
já sabem dançar, mas querem se aprimorar,
mas a maioria está lá para aprender a dançar. São grupos separados,
desde iniciantes, intermediários, avançados. Dependendo do curso que você
escolhe, tem a forma de classificação.
J.l.: Quando foi que você
sentiu que teria futuro na dança?
Andreia: Eu achava lindo andar
na pontinha do pé tinha, 7 anos e nem era uma academia, era uma moça da
faculdade que morava na minha casa e era bailarina. Ela começou a dar aulas
para mim em casa. Depois, muitas amigas minhas quiseram fazer e nós
alugamos um salão e montamos um grupo, durante um ou dois anos. Aí, a Academia
Kuei-Shin nos convidou para participar da academia, onde fiquei durante 8
anos e lecionei durante 4 anos e meio. Depois disso fui para a Na Ativa,
onde dei aulas mais 4 anos e meio até eu me casar e ir para os Estados
Unidos, onde participei por dois anos de uma Companhia de Dança, dançando
mais Ballet Clássico e Sapateado e quando eu voltei para o Brasil, fiquei
mais um ano na Na Ativa e foi quando eu achei que tinha que abrir o meu
espaço. Então abri a Academia, voltada especificamente para a dança.
J.I.: E as apresentações
que a academia realizou no ano passado?
Andreia: O evento maior da
academia é o Festival de Fim de Ano, onde todos os alunos participam,
inclusive os professores. São mais de 100 alunos, a gente escolhe um tema e
convida todos os pais, familiares e mostra todo o trabalho que realizamos
durante todo o ano. E alguns desses números são levados para cidades da
região como Salto, São João da Boa Vista, Jundiaí, Campinas, São Paulo
e onde dá certo a disponibilidade dos alunos e dos professores. Inclusive,
nós queremos participar este ano do Festival lnternacional de Joinville, que
é o maior espetáculo de dança no Brasil.
Jornal de
Itatiba, 4 de fevereiro de 1998, página B-1
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Festival de Dança
6º Maxi Dança
Nos
dias 22, 23, 24, 29, 30, e 31 de agosto aconteceram as apresentações do 6º
Maxi Dança, um dos eventos culturais de maior sucesso do Maxi Shopping.
O Maxi Dança é uma mostra de
dança aberta ao público, que neste ano contou com a participação de 920
bailarinos de grupos e companhias de Jundiaí, Campinas, Valinhos,
Pirassununga, São Paulo, Itatiba, Americana, Piracicaba, Osasco, Limeira,
Sorocaba, Itapeva, Louveira, Vinhedo, Diadema, Itapevi e Barueri.
As apresentações
compreenderam várias modalidades como Clássico, Jazz, Moderno,
Contemporâneo, Street, Sapateado, Pas de Deux, Neo-Clássico, entre outras.
Como convidados estiveram
presentes a Cia. de Danças de Diadema, Especial Academia de Ballet e Ballet
Halina Biernacka.
As apresentações do Maxi
Dança aconteceram no espaço cultural, 2º piso do Shopping e contou com a
assessoria técnica da Stage Academia, som e iluminação Adanac, e fotos de
Cláudio Ferraz.
Apoio: Ideale Comunicação,
Finesse Fast Food Choperia, Dumont FM e Vila Ballet.
O 6º Maxi Dança foi
prestigiado por um grande público em todas as noites, chegando a um total de
aproximadamente 5.000 pessoas.
Revista
Maxi Shopping de Jundiaí, página 10 (Na foto, o grupo Andreia
Moretto Dance)
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A arte de uma
itatibense nos palcos americanos
Sonhar vale a pena. Muitas
vezes tem um anjo de plantão ouvindo as nossas preces e transforma o sonho
em realidade. Andréia Moretto Craig amava
dançar e imaginava se um dia estaria numa grande companhia de Ballet. É
claro que ela não passava os dias apenas sonhando. A moça estudou,
batalhou, tornou-se professora de Ballet Clássico, Jazz, Sapateado e
lecionou na academia Na Ativa durante 4 anos, a partir de 89.
A bailarina apaixonou-se e
casou-se com um americano que conhecera aqui mesmo em Itatiba e foi parar
nos Estados Unidos. Com dor no coração, diga-se de passagem, porque
Andréia amava sua terra. Ela continuou dando aulas, agora para as
americanas. Até que surgiu a grande chance: em Setembro de 94 fez um teste
para entrar numa academia de dança. Competiu com 100 bailarinas americanas.
Nossa Andréia venceu e foi escolhida para integrar a companhia. E aí está
ela, na foto, durante apresentação da Franklin Performing Arts Company,
dançando um solo - "Snow Queen", no espetáculo "O
Quebra-Nozes" de Tchaikovsky, realizado no mês passado. São 150
bailarinos da área de Boston, Massachussets, e a itatibense num dos papéis
principais. Andréia mora nos Estados Unidos há 1 ano e meio, ela e o
marido adoram o Brasil e querem ficar por aqui. A gente torce para que isso
aconteça, e que Andréia tenha oportunidade de mostrar aqui toda a arte e a
graça que deslumbrou os americanos.
Nosso
Jornal, 7 de janeiro de 1995, primeira página
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